“ Pita ou Talher “

O pão, desde a época mesopotâmica até os dias de hoje, é consumido em larga escala pelos países árabes, e era o único sustento dos povos pobres. Seu uso se dava tanto na alimentação quanto como substituto de talher. As panificações são conhecidas desses povos desde o milênio III A.C. Há relatos em catálogos que disponibilizam mais de 300 tipos de pães em que eram usados diversos tipos de farinha. As misturas para massas eram preparadas com mel, leite, azeite, cevada e especiarias aromatizadas. O pão sírio, conhecido também como pão pita, é o mais conhecido, sendo a base de muitos pratos e refeições da culinária árabe. A origem da sua receita se deu na antiguidade, na região do Mediterrâneo. A característica que marca esse tipo de pão está nas suas camadas que se separam dentro dele, o que o torna ideal para ser recheado com saladas e pastas. Para ficar com esse aspecto, o pão é assado em cerca de 400 graus, ou seja, em altas temperaturas. A chegada do pão sírio ao Brasil se deu por meio da imigração sírio-libanesa, e a partir da década de 1950 a culinária começou a tomar forte espaço em São Paulo. As comidas típicas que eram acompanhadas por esse pão tomaram o gosto dos moradores e se tornaram tradicionais.



O pão é considerado um item essencial e que não pode faltar na mesa diariamente. Consumido no café da manhã e jantar é também a forma de medir o humor, já que para agradar qualquer pessoa da região é só oferecer um pedaço de pão "Aish Baladi" com cebola, queijo e rúcula e uma xícara de chá. Aish significa vida, e por aí percebemos a importância desse alimento na culinária árabe e na dieta desses povos. Dessa forma, o pão é um símbolo de amor, amizade, lealdade, família e relações duradouras.

Tradicionalmente, o pão sírio ou pita, é consumido em todos os países árabes, servindo, muitas vezes, não só como parte da refeição, mas, também, como substituto do talher. Com ele são pegas, em porções, as comidas degustadas, os molhos são absorvidos e os pratos esvaziados.


O pão não é visto somente como alimento na culinária árabe, mas sim como um reflexo da vida e bençãos de Deus.

Gostou de conhecer um pouco mais sobre a cultura árabe?

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